O Governo da Bahia revelou as primeiras imagens dos trens que irão compor o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) de Salvador. O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), visitou a fábrica da CAF, responsável pela montagem dos veículos, em Hortolândia (SP).
Acompanhado por 20 lideranças comunitárias do Subúrbio Ferroviário (região de Salvador por onde o VLT passará), Rodrigues pôde conhecer o primeiro trem que será entregue, com previsão de chegada em 5 de dezembro de 2025.
Em 2026, um segundo lote levará 18 trens à capital baiana, mesma quantidade que deve ser recebida em 2027.
VLT de Salvador terá fase de testes
Os testes com o VLT de Salvador percorrendo a via férrea entre as estações estão programados para o início de 2026,. A operação com passageiros está prevista para o segundo semestre daquele ano.
Com investimento de R$ 5,4 bilhões, o sistema do VLT de Salvador terá 40 km de trilhos e 42 estações. Sua construção foi dividida em três trechos:
Trecho 1: Calçada à Ilha de São João, obras 33,79% concluídas
Trecho 2: Paripe a Águas Claras, obras 19,99% concluídas
Trecho 3: Águas Claras a Piatã, obras 2,11% concluídas
Ao todo, serão 40 composições do modelo URBOS3 formadas cada uma por sete carros de passageiros de cabine dupla, que permitem a operação do trem nas duas direções. Cada trem terá 45 metros de comprimento e permitirá o transporte de 400 pessoas por viagem, com velocidades de até 70 km/h.
Trens serão adaptados para pescadores
Além de atender aos requisitos técnicos, os trens serão adaptados para permitir o transporte dos produtos de marisqueiras e pescadores — um uso que existia nos antigos trens da região e será mantido no novo sistema.
“Em 2028, vamos chegar com esse VLT cortando toda a Suburbana chegando até Piatã, conectando com o modal de metrô, conectando com o modal de ônibus”, prometeu o governador, prevendo a integração do sistema.
A frota que será empregada em Salvador foi originalmente adquirida para atender ao sistema de VLT em Cuiabá (MT), sistema que teria investimento superior a R$ 1 bilhão. Posteriormente, o governo da capital matogrossense desistiu da ideia do VLT e a substituiu por um sistema de BRT. Com isso, os trens foram vendidos para a Bahia por R$ 793,7 milhões.