Setorial Siderurgia e Mineração | Setembro 2025

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Na China, desaceleração na produção e consumo de aço; nos EUA, redução de importações e avanço na produção interna; no Brasil, perspectiva de continuidade do enfraquecimento da siderurgia local

Na China, a produção e o consumo de aço continuaram em queda tanto em relação ao mês anterior, como na comparação anual. Assim, no acumulado dos sete primeiros meses de 2025, os volumes de produção e consumo retraíram 3,4% e 3,0%, respectivamente, em relação ao mesmo período do ano anterior. Nesse período, o consumo representou ~89% do aço produzido no país (-1,6 p.p. a/a), o que favoreceu a venda do excedente para o mercado externo, e levou a um crescimento de 11,2% a/a do volume de exportações. Com relação aos preços, as cotações da bobina laminada à quente na região se mantiveram relativamente estáveis em (US$ 483/t, -0,4% m/m).

Já nos EUA, as cotações da bobina laminada a quente continuaram arrefecendo, e encerraram o mês de agosto ligeiramente abaixo dos US$ 800/t (-5,8% m/m), o menor patamar desde o anúncio das medidas tarifárias sobre as importações de aço no país, que tinham impulsionado os preços. Além disso, em agosto, o volume total de aço importado no país recuou 15,7% m/m, e as importações oriundas do Brasil caíram 15% m/m. Nos oito primeiros meses de 2025, o volume total de aço importado no país recuou 6,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, refletindo tais medidas. Por outro lado, observa-se um incremento de 2,0% a/a na produção de aço local no acumulado de 20251, e um avanço de 0,8 p.p. a/a na taxa de utilização da capacidade instalada, para 77,0%.

No Brasil, o setor siderúrgico segue enfraquecido, e revisão recente de projeções para 2025 apontam para uma continuidade do enfraquecimento dessa indústria

Na siderurgia brasileira, houve queda em quase todas as métricas do setor em relação ao mês anterior, com exceção da produção de aço bruto, que avançou 2,3% m/m. As importações mostraram uma desaceleração em relação ao ritmo de entrada de aço observado nos meses anteriores, mas, no acumulado do ano, as importações totais avançaram 16,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, sendo que na categoria de laminados o salto foi ainda maior (29,7% no período).

Exportações brasileiras de minério de ferro continuaram aquecidas em agosto, e as cotações da commodity têm se sustentado em torno dos US$ 100/t

Com relação ao minério de ferro, as importações de minério de ferro na China tiveram ligeira queda em agosto, mas, ainda assim, o nível dos estoques da commodity se manteve no mesmo patamar do mês anterior, e observou-se um ligeiro aumento na primeira quinzena de setembro. Vale pontuar que os preços da commodity têm se sustentado próximos dos US$ 100/t desde o anúncio do governo chinês em julho sobre a eliminação de capacidade obsoleta do setor de siderurgia, que contribuiu para a melhora nas perspectivas para essa indústria no país.

No Brasil, as exportações de minério de ferro tiveram redução de 2,0% em relação ao volume recorde histórico do mês de julho, mas dados preliminares referentes à primeira quinzena de setembro indicam queda de 20% no volume médio diário em relação ao mês anterior.

– Acesse aqui o relatório completo

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