Em encontro com investidores em Nova Iorque, Estados Unidos, nesta quinta-feira, 18, o primeiro fora da Coreia, a Hyundai Motor, por meio do CEO José Muñoz, revelou sua estratégia de crescimento global de médio e longo prazo.
Como meta principal, a fabricante fala em alcançar 5,55 milhões de veículos vendidos até 2030. Do volume, por volta de 60% a empresa espera que sejam de modelos eletrificados, impulsionados por mercados da América do Norte, Europa e Coreia.
Constam nos planos apresentados pelo CEO de origem espanhola a expansão na linha híbrida para mais de 18 modelos, além de lançamento de uma picape média para os mercados norte-americanos.
Em especial no segmento de 100% elétricos, a estratégia prevê produtos adaptados de acordo com perfis regionais com base na família Ionic. Assim, serão contemplados países da Europa, a Índia e a China.
Ainda na linha de modelos movidos a bateria, em 2027 a empresa pretende começar a oferecer opções de longo alcance, com autonomia de mais 900 km.
O segmento de veículos comerciais será um dos eixos de crescimento. A corporação prevê o caminhão com célula de combustível Xciente e vans elétricas de grande porte para mercados da América do Norte.
Por outra frente, a montadora pretende impulsionar ecossistema de parcerias estratégicas a fim de acelerar penetração em mercados-chaves. Caso da aliança com a General Motors, com a qual desenvolverá cinco veículos para lançamento em 2028.
O projeto prevê vans comerciais elétricas para os Estados Unidos, além automóveis e caminhonetes compactos para as Américas Central e do Sul. A Hyundai espera que as vendas anuais desses novos modelos ultrapassem 800 mil unidades.
Globalmente, a empresa planeja aumentar sua capacidade de produção em mais de 1,2 milhão de unidades até 2030. Isso inclui 500 mil unidades adicionais na planta de elétricos dos Estados Unidos, 250 mil unidades no centro de exportação de Pune, na Índia, e 200 mil unidades na fábrica de elétricos em Ulsan, na Coreia.
Também espera que as unidades de CKD na Arábia Saudita – programada para iniciar atividade em 2026 —, Vietnã, Norte da África contribuam com outras 250 mil unidades.