Economia Circular pode ser chave para descarbonização do setor siderúrgico brasileiro, revela estudo

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O Instituto Brasileiro de Economia Circular (Ibec) lançou um relatório inovador que aponta a economia circular como uma alavanca fundamental para reduzir as emissões de gases de efeito estufa no setor siderúrgico brasileiro. O estudo, desenvolvido com apoio do Instituto Clima e Sociedade (ICS), foi baseado em entrevistas com 11 organizações, incluindo grandes siderúrgicas e a Vale. O documento destaca que, embora o setor já adote algumas práticas circulares, como o uso de sucata e a transformação de resíduos, é essencial superar desafios para implementar uma abordagem mais ampla e sistêmica.

Papel crucial da economia circular no setor siderúrgico brasileiro

A pesquisa revela que a indústria siderúrgica é uma das maiores responsáveis por emissões globais de CO2, com participação entre 8% e 10%. Para que o Brasil consiga atingir suas metas de descarbonização, que preveem a redução de 15% a 50% das emissões até 2030 e a neutralidade de carbono até 2050, será necessário investir tanto em tecnologias já estabelecidas quanto nas emergentes. O estudo sugere que a economia circular, combinada a essas tecnologias, pode acelerar esse processo de descarbonização.

A presidente do Ibec e responsável pela pesquisa, Beatriz Luz, explica que “a descarbonização e a economia circular devem ser vistas como ações integradas e complementares”, ressaltando a importância de apoiar a inovação e a criação de demanda antecipada para tecnologias emergentes, cuja adoção ainda está em estágio inicial.

O estudo também destaca que o setor siderúrgico brasileiro está vivendo a segunda “onda” da economia circular, com a percepção já consolidada do aço como material circular e o crescente investimento em energias renováveis. No entanto, o potencial para descarbonização é ainda maior. A transição para a terceira onda da circularidade, com uma visão mais sistêmica e integrada às decisões empresariais, pode abrir novas frentes de parcerias multissetoriais, ampliando o impacto da circularidade.

Para ilustrar o estágio de maturidade das práticas circulares, o Ibec criou a Matriz de Descarbonização e Maturidade Circular, que analisa as ações das empresas em quatro dimensões de circularidade organizacional. Os resultados apontam que, enquanto as empresas brasileiras ainda adotam uma abordagem mais concentrada em iniciativas internas, as empresas globais estão mais avançadas, implementando estratégias mais abrangentes, com maior potencial de gerar valor e contribuir para a descarbonização.

A importância da colaboração multissetorial

O relatório enfatiza que a integração multissetorial será essencial para o sucesso da transição do setor siderúrgico para a economia circular. Ao unir a mineração, a siderurgia, o agronegócio e a infraestrutura, será possível criar modelagens colaborativas que acelerem a implementação de soluções circulares em larga escala.

A descarbonização do setor siderúrgico por meio da economia circular não é apenas uma necessidade ambiental, mas também uma oportunidade estratégica de inovação, geração de valor e competitividade global para a indústria brasileira.

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