Marcelo Klein, diretor de Relações Institucionais da Vale, afirmou que a mineradora pode ampliar a vida útil do complexo minerário em Itabira, cidade onde a empresa nasceu, em 1942, e mantém operações há mais de oito décadas. A declaração foi dada à imprensa, nesta quinta-feira (25), após a cerimônia de assinatura do novo acordo de investimentos para a conclusão das obras dos prédios 4, 5 e 6 do campus da Universidade Federal de Itajubá (Unifei) em Itabira.
“Hoje nós temos confirmadas as jazidas para exploração até 2041. Esse plano geológico está sendo refeito, revisto, é uma prática comum. A gente tem novas sondagens, tem uma nova variação. Então, oportunamente vai ter uma revisão desses valores e como o nosso presidente [Gustavo Pimenta] falou recentemente no evento [reinauguração da Mina Capanema], é uma perspectiva de fato de que o limite de 2041 seja estendido”, disse Marcelo Klein, relembrando uma declaração de Gustavo Pimenta no início do mês.
Segundo o presidente da Vale, além do planejamento para o pós-mineração para o município, novas áreas vêm sendo estudadas para exploração mineral em Itabira. “Eu acho que ainda tem muito minério em Itabira. Estamos operando lá até 2042, que é o que está nos nossos relatórios. Mas continuamos olhando para Itabira. Eu acho que lá tem minério para fazermos mais coisas. Estamos olhando, eventualmente, e fazendo mais explorações na região. Tem um potencial minerário ali que eu acho que a gente vai conseguir estender a vida útil”,destacou.
Apesar da possibilidade em aberto, Marcelo Klein fez questão de frisar que a expansão do tempo de exploração das minas de minério de ferro em Itabira dependem da confirmação das sondagens e de uma pesquisa geológica que está em andamento. Tais processos, segundo Klein, são ações regulares que a Vale promove em todas as suas minas.