Chinalco e EGA estão no páreo por CBA

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O processo de venda da CBA, fabricante de alumínio controlada pela Votorantim S.A., avançou e a disputa, neste momento, está entre a gigante chinesa Chinalco e a Emirates Global Aluminium (EGA), maior indústria dos Emirados Árabes Unidos, controlada por Mubadala e Investment Corporation of Dubai (ICD), apurou o Valor.

Outros produtores globais do metal, incluindo Alcoa e Rio Tinto, chegaram a olhar o ativo, segundo fontes próximas às conversas, mas Chinalco e EGA assumiram a liderança nas tratativas que podem resultar em uma transação de até R$ 7 bilhões. Ontem, o valor de mercado da CBA estava em R$ 2,65 bilhões – as ações subiram 2,5% no dia, para R$ 4,07, mas ainda acumulam baixa de 13,2% em 2025.

Conforme o Valor informou no fim de agosto, o processo de busca de um comprador para o Projeto Rondon da CBA estava atraindo interessados no controle da companhia, e não apenas no empreendimento de bauxita, que demandará aporte da ordem de US$ 2,5 bilhões para sair do papel.

A Moelis, que inicialmente foi contratada para negociar a venda de uma fatia de 70% a 80% do projeto, representa a Votorantim nas conversas em torno do controle da companhia, segundo fontes. A Chinalco é assessorada pelo Itaú BBA e a EGA, pelo Morgan Stanley, conforme interlocutores.

O entendimento dos potenciais compradores, segundo essas fontes, é que não faria sentido assumir posição majoritária em um projeto de bauxita no Brasil sem avançar no beneficiamento do minério. Ao mesmo tempo, a Votorantim tem vivido um ciclo de revisão de portfólio, com a entrada no setor farmacêutico – via participação societária na Hypera – e venda de determinados ativos de cimento. Uma fonte explicou que há algum tempo existe a vontade de sair da CBA, que se alavancou na tentativa de cumprir o plano de crescimento apresentado a investidores quando abriu capital.

A fabricante de alumínio abriu seu capital em 2021, em meio à grande liquidez global na pandemia. Em sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), levantou R$ 1,6 bilhão, chegando a ser avaliada em R$ 6,7 bilhões – hoje vale cerca de 40% desse valor, rodando perto da mínima histórica.

Procuradas, Votorantim e CBA não comentaram. Chinalco e EGA não deram retorno até o fechamento desta edição.

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