Na semana passada, a Câmara Municipal de Barra Longa foi palco de uma audiência pública que reuniu representantes da comunidade local, vereadores e ex-prefeitos para discutir as questões que ainda assolam a cidade quase 11 anos após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana.
Durante a reunião, surgiram novas denúncias de comerciantes e prestadores de serviços que afirmaram não ter sido pagos pelos trabalhos realizados em parceria com empresas contratadas pela Fundação Renova, responsável pelas ações de reparação na região.
Situação financeira difícil e falta de reconhecimento
Vários empresários locais aproveitaram a audiência para expor que, apesar de terem prestado serviços essenciais durante as ações de recuperação, ainda não receberam pelos seus serviços.
A falta de contratos e de contratações de mão de obra local nos projetos de reparação também foi um ponto destacado pelos participantes. Em resposta, a Samarco, empresa responsável pela execução das medidas de reparação, se manifestou reconhecendo a importância das preocupações expostas.
No entanto, a mineradora afirmou que os contratos em questão envolvem empresas privadas e, por isso, a responsabilidade pelo cumprimento das obrigações seria dessas empresas, e não da Samarco. “Ainda assim, a Samarco se mantém aberta ao diálogo e reafirma seu compromisso com o desenvolvimento e a reparação da região”, destacou a empresa em comunicado.
Câmara Municipal de Barra Longa busca novas apurações e soluções
Diante das denúncias, a Câmara Municipal de Barra Longa anunciou que tomará providências formais e encaminhará os documentos e relatos à Assembleia Legislativa de Minas Gerais e ao Ministério Público, solicitando uma nova investigação sobre o caso.
Além disso, será pedida a realização de uma audiência estadual para discutir a situação da cidade e as medidas de reparação que ainda precisam ser cumpridas.