Brasil investiga importações de arame de aço de Egito, Espanha e Malásia por possíveis práticas desleais

O governo brasileiro, por meio da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX) vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), iniciou uma investigação sobre importações de arame de aço originário do Egito, Espanha e Malásia. A iniciativa tem como objetivo verificar se esses produtos estão sendo vendidos a preços inferiores aos praticados nos países de origem, o que poderia prejudicar a competitividade das empresas nacionais.

O foco da análise é o arame de aço de alto carbono, de alta resistência, com seção circular, trefilado a frio, de superfícies lisas ou estriadas, e com relaxamento baixo ou normal, classificado sob os códigos NCM 7217.10.19 e 7217.10.90.

Segundo o MDIC, há indícios de práticas comerciais desleais, o que motivou a abertura da investigação. A medida também pode afetar a implementação completa do Acordo de Livre Comércio Mercosul-Égito, que está em vigor desde 2017 e prevê liberalização gradual do comércio até 2026.

Os primeiros resultados indicam que a margem absoluta de dumping para produtos egípcios chega a US$ 41,82 por tonelada, enquanto para os malaios o valor pode atingir US$ 188,13 por tonelada. Importadores brasileiros que compram do Egito já enfrentam custos adicionais devido a tarifas mais elevadas, e a expectativa é de que novas medidas possam ser aplicadas para equilibrar a concorrência no mercado interno.

A SECEX continuará acompanhando o caso e publicará os desdobramentos da investigação, incluindo eventuais recomendações de tarifas antidumping.

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