Fábrica da BorgWarner em Itatiba eleva presença feminina a 33%

A fábrica de turbocompressores da BorgWarner em Itatiba, SP, segue avançando na meta de, anualmente, elevar o porcentual de mulheres em suas linhas, em busca de equidade de gênero e maior equilíbrio no quadro de funcionários. A companhia emprega, no Brasil, em torno de setecentos profissionais, sendo 90% nesta unidade, que completou cinco décadas em 2025, e 10% em Piracicaba, SP, onde são fabricadas baterias para veículos pesados há três anos.

Dos 630 funcionários de Itatiba, 33% ou 208, são do gênero feminino. Em 2022 representavam 21,8%.

Melissa Mattedi contou, em encontro que reuniu jornalistas mulheres do setor automotivo no MASP, Museu de Arte de São Paulo, na terça-feira, 29, que globalmente o índice de mulheres na BorgWarner é de 35%: “Para mim este é o porcentual mínimo. A ideia é seguir ampliando, em busca de maior equidade”.

Na liderança sênior Mattedi disse que o indicador é mantido, com 33%, alcançando quatro de doze profissionais — além dela as gerentes de finanças, que a substituiu quando tornou-se diretora geral, dois anos atrás, de RH e de compras. Em um segundo nível de chefia, de coordenação e supervisão, são seis mulheres no meio de 21, ou seja, 28,5%.

No chão de fábrica o porcentual é o mesmo, 33%, com maior presença feminina na montagem de turbos de carros de passeio, como encarregadas de linha e facilitadoras, por exemplo.

“Percebemos que as mulheres têm desempenho muito bom e começamos a abrir mais espaço para elas. Característica muito importante e comum às funcionárias é que elas demonstram maior compromisso, cuidado e capricho com o serviço, com menor absenteísmo e maior responsabilidade.”

Segundo Mattedi a ideia é equilibrar o ambiente de trabalho, compartilhando as boas práticas e inspirando os demais profissionais: “Hoje temos muitas treinadoras mulheres. A empresa começou a perceber que, ao recrutá-las e treiná-las, dá muito certo”.

Iniciativa que nasceu como Girls and Machine em 2023 para fomentar a migração de mulheres que já trabalhavam na empresa para área essencialmente masculina, a usinagem, e em parceria com o Senai formou catorze delas, um tempo depois passou a Girls and Warehouse, para recrutar profissionais da empresa interessadas no almoxarifado e, agora, frente a um equilíbrio maior de gêneros, foi rebatizada de Usinagem de Talentos, com nova turma composta por homens e mulheres, que acaba de iniciar os treinamentos.

Mattedi compartilhou fato curioso de melhoria no dia a dia inspirada por profissionais do sexo feminino. Como os operários têm o costume de dormir após o almoço as mulheres não queriam deitar-se no chão, como fazem costumeiramente os homens, e pleitearam a instalação de pufes no vestiário feminino. Eles gostaram da ideia e conquistaram o benefício também.

Outro caso é a possibilidade de, a partir de agora, os funcionários da linha usarem bermudas em dias muito quentes, o que até pouco tempo atrás era proibido: “Nossos clientes liberam o uso de bermudas nas fábricas, então começamos a questionar: por que nós não? Agora é possível. Aos poucos promovemos melhorias e mais equilíbrio no ambiente de trabalho”.

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