APS abre licitações para construção de condomínios logísticos no porto

A Autoridade Portuária de Santos (APS) publicou, na última semana, dois editais para cessão onerosa de duas áreas para construção de dois condomínios logísticos, com pátios de caminhões, em um total de 877 vagas. Os terrenos estão localizados na região entre a Alemoa e o Saboó, em Santos, e em Conceiçãozinha, no Guarujá, com área superior a 400.000 metros quadrados (m²), somados. Parte do espaço será utilizada para serviços de apoio à operação portuária.

As licitações preveem a contratação de parceiros que irão construir os espaços e operar os serviços pelo período de 20 anos. As empresas que vencerem a concorrência terão que investir na viabilização dos serviços, em atividades como edificações, iluminação e licenciamento ambiental. As propostas serão recebidas até o próximo 12 de novembro. A abertura ocorrerá em sessão pública prevista para o dia 4 de dezembro.

O contrato deve ser assinado em 2026, e as empresas terão prazo de três anos para concluir os serviços. A iniciativa, segundo a autoridade portuária, se insere no contexto do crescimento do volume de cargas transportadas pelo porto e da necessidade de avanços em termos de logística. Atualmente, cerca de 8.000 caminhões/dia circulam pela região em função das atividades portuárias.

No terreno de Santos, a área total da cessão possui 242.000 m². O projeto abrange a implantação e operação de um condomínio logístico para atender de forma integrada duas frentes de atuação. Uma delas um ‘truck center’ e serviços voltados ao motorista e veículo, destinados à organização do fluxo de entrada e saída de caminhões e ao atendimento das demandas operacionais. Terá de 121.000 m², prevendo, no mínimo, 460 vagas. Também contará com serviços voltados às cargas e contêineres, direcionados à manutenção, certificação, transformação, locação, compra e venda de contêineres, contribuindo para a eficiência e sustentabilidade da cadeia logística. Terá também 121.000 m².

O terreno fica na Avenida Augusto Barata, na altura do terminal da BTP, no lado oposto da via perimetral. A localização proposta, inserida no cluster de contêineres da margem direita do Porto de Santos, reforça o papel estratégico do empreendimento, uma vez que a área se situa próxima aos eixos rodoviários estruturantes de acesso portuário e a terminais de contêineres (Marimex, BTP e o futuro Tecon Santos 10, além dos depots da Via Anchieta). Para a APS, essa condição possibilita elevada sinergia operacional, ao concentrar atividades logísticas complementares em zona de influência direta do porto.

No terreno do Guarujá, a área total da cessão possui 163.100 m², que será dividida entre um pátio regulador e uma área de serviços de apoio logístico. O espaço é conhecido dentro do porto organizado como ‘Área nº 41’. De acordo com a APS, trata-se de uma área estratégica, pois não há no momento pátio regulador de caminhões em Guarujá. O terreno será dividido em: área A (norte), destinada à implantação de pátio regulador de caminhões com 417 vagas e área total de 73.496 m²; e área B (sul), destinada à serviços de apoio logístico, com área total de 89.600 m² e 50.200 m² de armazéns cobertos a serem explorados pelo cessionário.

Para o advogado Wesley Bento, trata-se de um empreendimento logístico de grande porte, cuja necessidade se evidenciou em razão do aumento da movimentação de cargas no porto. Ele disse à Portos e Navios que considera que esse cenário exige a ampliação da infraestrutura voltada à serviços acessórios, como a organização do fluxo de veículos de carga, o apoio e bem-estar dos condutores, a implantação de armazéns e a oferta de serviços relacionados às cargas e contêineres, como manutenção, certificação, compra e venda.

Bento observa que esse modelo de contratação já vem sendo adotado pela empresa pública, que em janeiro deste ano celebrou contrato com o consórcio Condilog Operações SPE Ltda., com prazo de 35 anos, para implantação e operação de pátio de triagem de caminhões, condomínio logístico e atividades acessórias. “Esses projetos reforçam a estratégia de modernização e diversificação das atividades portuárias, promovendo maior eficiência logística e desenvolvimento econômico sustentável para a região”, comentou o advogado, que é sócio do escritório Bento Muniz Advocacia.

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