“Não muito tempo”, diz chairman da VW sobre duração dos estoques de chips

O chairman da Volkswagen América do Sul, Alexander Seitz, preferiu não especificar um prazo para a produção da montadora paralisar no Brasil por causa da escassez de chips, mas deixou claro que o quadro é crítico ao resumir sua resposta em “não muito tempo”.

Ele esteve com o embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, na quinta-feira, 30, para reforçar negociação iniciada pelo governo brasileiro e a Anfavea junto às autoridades chinesas para que o País não entre nas restrições impostas pelo governo chinês às exportações de semicondutores.

Seitz explicou que a montadora compra transistores e semicondutores da Bosch que, por sua vez, os recebe da Nexperia. Essa empresa, subsidária de uma chinesa, sofreu intervenção do governo holandês em suas instalações naquele país. A China, em represália, suspendeu a exportação de semicondutores produzidos na fábrica localizada em seu território, afetando as montadoras mundialmente.

O chaiman da Volkswagen lembrou que os transistores, por exemplo, são usados na maioria das partes de um veículo, como na abertura automática das portas.

“Nesse caso, nem é uma tecnologia complicada, mas a produção continua concentrada na Ásia. Temos de pensar seriamente na industrialização do Brasil, na produção de peças do gênero e semicondutores aqui”.

A Nexperia detém 40% da oferta mundial de chips, razão de a produção de veículos já estar sendo afetada na Europa e em outras localidades, com risco de o problema em breve atingir o Brasil.

Na avaliação de Seitz, o melhor caminho no caso do País é a negociação bilateral. “Brasil e China integram os Brics e temos condições de conversar e mostrar que podemos nos enquadrar no regime de exceção. O que vier para a América do Sul vai ficar na América do Sul”, comentou o executivo, destacando que a região está fora do contexto geopolítico do problema.

O chairman da VW na região participou nesta sexta-feira, 31, de evento na fábrica da Anchieta, no ABC paulista, para divulgação do programa de carros híbridos da empresa para a América do Sul, que teve participação do ministro Geraldo Alckmin, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, e do presidente do BNDES, Aloízio Mercadante.

Na terça-feira, 29, dirigentes da Anfavea e do Sindipeças, além de executivos da Bosch e de outras sistemistas, se reuniram com o ministro Alckmin para propor diálogo entre os dois países para solucionar a questão antes que as montadoras comecem a parar no Brasil.

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