Condumax Incesa inicia consultoria com o Senai com ajuda do Mover

O Grupo Condumax Incesa, dono das duas empresas, foi aprovado para receber consultoria interna a partir do Mover, Programa Mobilidade Verde e Inovação, em parceria com o Senai, depois de se inscrever em edital público. Após a aprovação o grupo recebeu crédito de R$ 240 mil para aplicar R$ 120 mil em cada empresa, valor que será usado para custear a consultoria.

Uma equipe kaizen será criada na Condumax e uma na Incesa, com profissionais de diversas áreas, que serão responsáveis por identificar oportunidades de melhorias contínuas em todas as áreas da operação dedicada ao setor automotivo. Com esse projeto a expectativa é de elevar em 20% a eficiência produtiva nos projetos que forem mapeados ao longo do processo.

Quem contou mais sobre esse projeto de consultoria foi o diretor de inovação, Murilo Cervato, durante entrevista ao Agência AD Entrevista. O executivo revelou que o projeto foi aprovado em um momento importante, pois o Grupo Condumax Incesa está em um ciclo de investimento de R$ 100 milhões para ampliar sua capacidade produtiva instalada.

Veja abaixo a entrevista com Murilo Cervato, diretor de inovação do grupo:

Como o grupo Condumax Incesa conseguiu ser selecionado para esse projeto de consultoria dentro do programa Mover?

Esse projeto dentro do programa Mover é uma iniciativa em parceria com o Senai, via Ministério de Ciência e Tecnologia, para alavancar a cadeia de fornecimento da indústria automotiva. Vários editais fomentam estruturalmente projetos de P&D e inovação para empresas nacionais que atuam na cadeia produtiva. Nossa área de inovação monitora os editais: quando são publicados identificamos a oportunidade, se temos sinergia ou não com aquele chamamento público e, quando temos, nos inscrevemos, seja com um projeto novo ou com algum interno que já estava em andamento. Esse é um dos projetos do Mover que já tinha algumas iniciativas internas e submetemos dois, um para Condumax e outro para Incesa, para estruturar equipes Kaizen nas duas empresas, e fomos selecionados.

O foco será na Condumax, fabricante de fios e cabos para o setor automotivo, ou a Incesa também participará?

Incesa e Condumax conseguiram entrar no projeto de consultoria. Somos do Interior de São Paulo, com sede em Olímpia. O grupo é composto por duas indústrias, a Condumax, que fabrica fios e cabos para diversos setores, incluindo o automotivo, que representa 50% do seu faturamento. A segunda indústria é a Incesa, que é diferente da Condumax e desenvolve e produz diversos componentes e conectores usados em segmentos industriais, incluindo o automotivo.

Profissionais do Senai serão responsáveis pela consultoria? Como funcionará esse projeto?

Este edital dentro do programa Mover é um chamamento via Senai. Quando submetemos os projetos os analistas do Ministério de Ciência e Tecnologia avaliam três componentes: primeiro se o projeto está habilitado para concorrer ao edital, depois se ele tem mérito para estar ali e, por fim, a parte documental, que é a mais simples. A primeira etapa, para avaliar se o projeto está alinhado com as estratégias do ministério, é feita pelo Senai, que faz a triagem. Depois é avaliado o mérito e por último a documentação. Depois da aprovação cada empresa do grupo foi contemplada com R$ 120 mil, que entra como crédito junto ao Senai para realização da consultoria, não vem para a nossa conta bancária. No nosso caso, como são dois projetos que buscam implementação de processos de melhoria contínua e de ganhos de produtividade, na Condumax serão alocados dois consultores sêniores e na Incesa três consultores sêniores, todos do Senai. Eles vão formar uma equipe Kaizen em cada empresa, identificando pessoas que têm o perfil desejado, com visão de inovação e de longo prazo. Depois de formadas as equipes elas trabalharão para identificar oportunidades de ganhos operacionais nas linhas produtivas dedicadas ao setor automotivo, que é o foco do programa Mover. Os consultores ficam dois dias na fábrica e um no Senai para compilar tudo que foi identificado pela equipe Kaizen em cada uma das empresas, incluindo cadeia de fornecimento e todas as nossas áreas produtivas.

Quais os ganhos esperados a partir dessa consultoria?

Nosso horizonte é buscar 20% de incremento em eficiência operacional nos processos mapeados, não é para a empresa toda. 20% é o mínimo esperado, e vale para movimentação, fabricação, manutenção e processos ligados a trefilação, extrusão e buncher da Condumax. No caso da fabricação de conectores pela Incesa esperamos ganhos parecidos em processos como injeção e estamparia.

Já existe uma data para começar o projeto? E quanto tempo deve demorar?

O programa tem duração de 600 horas. Começou na primeira quinzena de outubro e vai até maio de 2026, quando esperamos atingir os resultados esperados.

Gostaria que o senhor avaliasse a importância de projetos como esse dentro do Mover, avançando além das montadoras e chegando a outros elos da cadeia de fornecimento?

Esses projetos são fundamentais para o desenvolvimento econômico e social nacional. Não é segredo para ninguém o assédio que a indústria automotiva nacional sofre de empresas do Exterior, principalmente da China. Então programas como o Mover ajudam a fortalecer a cadeia automotiva brasileira, o que é muito importante por causa dos riscos trazidos pela globalização, com empresas de outros países querendo concorrer com as instaladas aqui. Com os ganhos esperados a partir da consultoria vamos melhorar a eficiência da nossa produção e, com isso, entregar mais valor aos nossos clientes. É uma ótima oportunidade de capacitação.

O Grupo Condumax fornece só para o setor automotivo ou também trabalha com outros setores?

Atendemos a diversos setores como o automotivo, distribuição de energia, agronegócio e construção civil, exportando também para países da América Latina. Temos um plano de expansão para os Estados Unidos, mas esse ainda está em fase de estudos, até porque o tarifaço imposto pelo presidente pode afetá-lo. Ele está mantido, mas será executado em um prazo maior de tempo, como parte do nosso processo de expansão das operações. Estamos investindo R$ 100 milhões para dobrar nossa capacidade produtiva dedicada ao automotivo e expandir a área construída atual em 20 mil m², ao mesmo tempo em que construímos um novo prédio que terá 35 mil m² e deverá ficar pronto em 2027.

O ano para a indústria automotiva não foi fácil, mas para o Grupo Condumax qual a projeção de crescimento em 2025? E no ano que vem, qual a perspectiva?

Crescemos dois dígitos nos últimos anos e projetamos isso para 2025 e para os próximos anos, junto com o avanço da nossa capacidade produtiva.

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