CBIC reforça papel da construção na transição para economia de baixo carbono durante o Greenbuilding Brasil

A Comissão de Meio Ambiente e Sustentabilidade (CMA) da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) participou, nesta quinta-feira (6), do Greenbuilding Brasil: Conferência Internacional, realizado pelo Green Building Council Brasil (GBC Brasil), World Green Building Council (WGBC), SindusCon-SP, por meio do Comitê de Meio Ambiente (Comasp), e pela própria CBIC. O evento, apresentado pela Saint-Gobain, contou com o apoio da Abrava, Sebrae e Brookfield Properties, no Arquipeo, em São Paulo (SP).

Na abertura, o presidente da CBIC, Renato Correia, representou a entidade e destacou a importância da parceria com o GBC Brasil, considerada estratégica para o setor. Ele ressaltou o compromisso do segmento com a competitividade, inovação e sustentabilidade, afirmando que a construção “é protagonista na transição para uma economia de baixo carbono”, mas também tem a responsabilidade de reduzir emissões e gerar impactos positivos nas cidades.

Dividindo o palco com Correia estiveram Raul Penteado, presidente do Conselho Diretor do GBC Brasil; Vinícius Araújo, diretor sênior de Estratégia e Marketing da Saint-Gobain; e Yorki Estefan, presidente do SindusCon-SP.

O primeiro painel, “Das promessas ao progresso: impulsionando a ação climática por meio das edificações”, reuniu Cristina Gamboa (CEO do World Green Building Council), Emmanuel Normant (vice-presidente global da Saint-Gobain) e Alejandro Prada (diretor de Estratégia do BID Invest). Cristina destacou a relevância do setor na descarbonização global e defendeu o fortalecimento de parcerias entre empresas e governos para acelerar a transição para uma economia limpa.

Em seguida, o painel “Liderança em Ação: Mensagens sobre Água e Qualidade do Ar Interno” abordou temas centrais para a sustentabilidade. Participaram Leonardo Cozac, presidente da Abrava; Francisco Vasconcellos, vice-presidente do SindusCon-SP; e representantes do Water Positive Think Tank, Alejandro Sturniolo e Virgínia Sodré.

Durante o debate, foi lançada a ferramenta CEHídrica, plataforma gratuita desenvolvida pelo SindusCon-SP em parceria com o Ministério das Cidades. O recurso permite calcular a pegada hídrica de empreendimentos, com base no volume de água consumido. Virgínia Sodré, integrante do GT de Segurança Hídrica e Cidades Resilientes da CBIC, também apresentou o conceito Water Positive, que propõe práticas de conservação e regeneração da água, promovendo equilíbrio no ciclo hidrológico.

O painel seguinte, “Resiliência e Adaptação Climática: Políticas Públicas, Práticas e Soluções”, contou com Lilian Sarrouf (Comasp/SindusCon-SP), Katia Souza (RIOURBE), Andiara Campanhoni (Ministério das Cidades) e Douglas Meireles (Saint-Gobain). Katia apresentou o projeto Comunidade do Aço, selecionado para a COP30, com 704 unidades habitacionais e certificação de sustentabilidade. Já Douglas alertou que 34% das emissões de CO₂ vêm da construção civil, setor que também está entre os que mais geram resíduos.

Após o almoço, o painel “Novos Critérios e Produtos Financeiros e a Indústria da Construção” reuniu Diogo Castro (Noustrum Partners), Simon McWhirter (UKGBC) e Luis Alejandro (IDB Invest). Os palestrantes discutiram os desafios de dados e financiamento da agenda ESG, destacando que investimentos em sustentabilidade trazem retorno financeiro e que é preciso atenção aos riscos de greenwashing.

Na sequência, Mara Luísa Alvim Motta, gerente nacional de Finanças Sustentáveis da Caixa Econômica Federal, apresentou a plataforma BIPC, lançada recentemente, que calcula o carbono incorporado de empreendimentos e foi desenvolvida com apoio da CBIC.

O painel “COP30: A Agenda do Movimento de Edificações Verdes”, com Audrey Nugent (World GBC), discutiu o papel das edificações na agenda climática global. Audrey destacou que a COP30 será um mutirão global de ação climática, com foco em implementação, inclusão e inovação.

Encerrando o evento, o arquiteto Laurent Troost, sócio da TROOST + PESSOA Architects, apresentou o painel “Projetos de Ponta: Da Amazônia para o Mundo”, reforçando que a construção sustentável já dispõe dos recursos tecnológicos necessários e defendendo mais ousadia na adoção de práticas verdes no setor.

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