Argentina: crise política breca crescimento no vizinho

Uma semana após a publicação desta edição da revista AutoData tudo pode mudar na Argentina. As eleições legislativas de meio de mandato presidencial, programadas para 27 de outubro, podem transformar o cenário político e mudar a política econômica do presidente Javier Milei. Especula-se uma revisão no sistema de câmbio, cuja flutuação e disparidade com a realidade influenciou aumento da taxa de juros.

Somados à suposta fragilidade política de Milei o caldeirão argentino aumenta a pressão a cada dia e as incertezas só aumentam. Por causa deste cenário conturbado a indústria automotivo fica tecnicamente paralisada em seu planejamento futuro, o que afeta diretamente o setor no Brasil, que tem no mercado vizinho o seu maior cliente externo de veículos e autopeças.

Tudo pode acontecer, inclusive nada, de acordo com Andrés Civetta, especialista da Abeceb, principal consultoria especializada em economia e indústria automotiva da Argentina: “A volatilidade é muito grande em todos os sentidos e o caminho só estará claro após as eleições de outubro”.

Esse roteiro não é novo na política argentina: dependendo da composição da Câmara Legislativa as dificuldades para o executivo realizar as reformas aumentam. E no caso de Milei, com as denúncias de corrupção na sua equipe e do seu principal candidato a deputado federal, que renunciou, a já minoria no Congresso tende a diminuir, dificultando ainda mais a continuidade da sua política econômica e, quem sabe, até do seu próprio mandato, a depender dos desmembramentos das investigações em curso.

ALARMES LIGADOS

Esta reportagem foi publicada na edição 426 da revista AutoData, de Outubro de 2025. Para ler ela completa clique aqui.

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