
O novo mapa da engenharia industrial brasileira
O setor de engenharia industrial vive um dos momentos mais aquecidos da última década.
De acordo com o Ranking da Engenharia Brasileira 2025 da Revista O Empreiteiro, o segmento de montagem e engenharia industrial movimentou mais de R$ 14,8 bilhões em receita no último ano, com crescimento superior a 6 %sobre 2023.
Essas empresas são responsáveis por obras-chave em refinarias, siderúrgicas, usinas de energia, fábricas químicas e plantas de mineração, consolidando o Brasil como um dos maiores mercados de engenharia pesada da América Latina.
O que explica a liderança do setor?
Capacidade de entregar soluções EPC completas – da engenharia básica à operação.
Alta especialização técnica, exigida em setores como petroquímica, mineração e energia.
Expansão da demanda por manutenção industrial, com contratos longos e margens previsíveis.
Investimentos em digitalização e automação, integrando BIM, IoT e sensores em plantas industriais.
Foco em sustentabilidade, com empresas implantando programas de eficiência energética e reuso de recursos.
Tendências de crescimento até 2030
Novas plantas industriais impulsionadas pelo Novo PAC 2025 e pela retomada da indústria pesada.
Projetos de transição energética, incluindo hidrogênio verde, biogás e eólica offshore.
Industrialização modular (offsite) — redução de custos e prazos com pré-montagem em fábrica.
Integração de IA e machine learning para monitoramento remoto de plantas e manutenção preditiva.
Atração de investimento estrangeiro, com grupos EPC internacionais ampliando presença no país.
As líderes em engenharia industrial no Brasil combinam escala, tecnologia e especialização para executar projetos de grande porte que movimentam bilhões e definem o ritmo da infraestrutura nacional.
Com a retomada de investimentos públicos e privados, o setor se mantém estratégico, abrindo oportunidades para inovação, produtividade e sustentabilidade nas plantas industriais brasileiras.