
O mercado global de terras raras, essenciais para a tecnologia e defesa, pode passar por mudanças significativas até o fim deste mês. Em comentários feitos no último domingo (16), o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, indicou que um acordo com a China sobre essas substâncias estratégicas deve ser finalizado até o Dia de Ação de Graças. A negociação é um desdobramento de um acordo-quadro anunciado no mês passado, que visa aliviar tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo.
Um avanço nas negociações bilaterais pelas terras raras
O acordo-quadro entre Washington e Pequim prevê que os Estados Unidos não imponham tarifas de 100% sobre as importações chinesas de terras raras, enquanto a China, por sua vez, adiaria um regime de licenciamento de exportação para minerais e ímãs de terras raras cruciais para várias indústrias. Bessent expressou otimismo de que, após a reunião entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping na Coreia, os compromissos assumidos pela China seriam honrados.
Bessent também abordou especulações recentes de que autoridades chinesas planejavam restringir o acesso a terras raras para empresas americanas com vínculos com as forças armadas dos EUA. Ele refutou essa alegação, contestando uma reportagem do Wall Street Journal que afirmava que a China poderia tomar medidas contra empresas americanas nesse contexto. Segundo Bessent, as negociações estão em andamento e as previsões são de que as tensões sobre o acesso a esses recursos estratégicos sejam mitigadas com o acordo iminente.
As terras raras são vitais para diversas indústrias, incluindo a produção de smartphones, carros elétricos, e equipamentos de defesa, o que torna qualquer desacordo ou restrição de exportação uma questão sensível para a economia global. O possível acordo entre os EUA e a China poderia estabilizar o comércio desses minerais e contribuir para uma maior previsibilidade no mercado.