A Comissão Europeia se prepara para realizar série de reuniões sobre o futuro da indústria automotiva, que devem acelerar as condições para atingir as metas de redução de CO2 para 2030. Embora fabricantes europeus de caminhões e ônibus reafirmem o compromisso com a transição verde, eles alertam que a insuficiência de condições favoráveis coloca o setor em risco de circunstâncias fora de seu controle.
A participação de veículos de zero emissão no mercado europeu deverá aumentar de cerca de 3,5% no primeiro semestre para pelo menos 35% em cinco anos. Condições essenciais para isto, no entanto, o que inclui preços de recarga competitivos, incentivos específicos, carregadores de veículos e outros elementos cruciais, continuam a sofrer atrasos.
Segundo Christian Levin, CEO da Scania e presidente do Conselho de Veículos Comerciais da Acea, Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis, o setor já entregando os veículos e oferecendo soluções de emissão zero para todas as necessidades de transporte, mas, diante do fato de a maioria das condições essenciais ainda não estarem disponíveis, há o risco de fracassarem.
“Isto não é uma falha de engenharia, é uma falha política. O sucesso da transição para a neutralidade climática não depende apenas dos fabricantes de veículos. No entanto, somos os únicos atores expostos a penalidades desproporcionais por não conformidade, apesar de estarmos mais prontos para entregar resultados”.
Diante disso, os fabricantes de veículos comerciais aguardam para conversar com a Comissão Europeia sobre as medidas urgentes necessárias para tornar as metas de 2030 alcançáveis e garantir o que consideram ser uma transição justa e realista.