A Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem registrou crescimento de 23,6% na movimentação de contêineres em 2025, em comparação com 2024. A Abac avalia que os números consolidados entre suas associadas evidenciam a retomada e o fortalecimento do transporte marítimo de cabotagem e feeder no país. O avanço de 23% na cabotagem teve como destaques o segmento doméstico, que cresceu 15%, e o feeder, que apresentou aumento de 31,6%. Já no trade Mercosul, apesar do menor volume absoluto, o crescimento atingiu 33,3%, indicando a recuperação da participação das associadas nesse mercado.
O 4º trimestre consolidou o melhor desempenho do ano, com crescimento total de 36,4%. Nesse período, a cabotagem avançou 36,7%, impulsionada principalmente pelo segmento doméstico, que registrou alta de 41,7% — o melhor resultado de 2025. O feeder também apresentou desempenho robusto, com crescimento de 32,1% no trimestre.
Na avaliação da associação, os resultados reforçam a importância da cabotagem e do feeder para a logística nacional e regional, além de sinalizar mais competitividade e eficiência das operações das empresas associadas. Os dados de 2025 incluem as quatro associadas que operam na cabotagem: Aliança, Log-In, Mercosul Line e Norcoast.
O diretor executivo da Abac, Luis Fernando Resano, chamou a atenção que os números de 2025 mostram o quanto de potencial a cabotagem tem e a capacidade de atendimento ao mercado. “O crescimento de 23% nas cargas domésticas e de mais de 31% nas cargas feeder realmente mostra que mais usuários estão usando e acreditando na cabotagem”, destacou.
Resano disse à Portos e Navios que as empresas brasileiras de navegação (EBNs) que operam na cabotagem seguem disponíveis para continuar crescendo neste movimento, com aumento de frota. Ele demonstrou preocupação com questões relacionadas a restrições ao crescimento de frota que, no entendimento da associação, contrariam o que estava preconizado na Lei 14.301/2022 (BR do Mar) e que prevê liberdade para crescimento da frota de acordo com a demanda.
“A cabotagem vai continuar crescendo. Esperamos que não sejam criadas novas travas em desacordo com o que está na legislação. Queremos cumprir as leis, mas é importante que se viabilize o crescimento da cabotagem sem colocação de travas [ao modal]”, ressaltou.