Celulose movimentada por hidrovias no RS atinge 1,9 milhão de toneladas em 2025

A movimentação de cargas por hidrovias no Rio Grande chegou a cerca de 1,9 milhão de toneladas em 2025, com crescimento de 11,76% em relação ao ano anterior, quando foi de aproximadamente 1,7 milhão de toneladas, de acordo com dados do Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq) divulgados na sexta-feira (16) pelo Ministério de Portos e Aeroportos (Mpor). Produzido pela Companhia Manufatureira de Papéis e Papelões (CMPC), em Guaíba, o produto é transportado em barcaças pela hidrovia do Atlântico Sul, formada pelos rios Jacuí e Guaíba, canais e pela Lagoa dos Patos e que liga a cidade a Rio Grande, de onde é exportada pelo porto local.

Segundo o Mpor, a celulose é a principal carga movimentada no terminal gaúcho, por onde, em 2023, foram exportadas cerca de 1,62 milhão de toneladas de celulose. A China foi o principal destino, seguida pelos Estados Unidos, pela Itália, pelos Emirados Árabes Unidos e pela Coreia do Sul. De acordo com a pasta, as barcaças levam a celulose de Guaíba a Rio Grande e na volta transportam toras de madeira a partir de Pelotas.

O secretário nacional de Hidrovias e Navegação do Ministério de Portos e Aeroportos, Otto Burlier, explicou que o crescimento do uso da hidrovia é resultado do aumento da produção e da exportação de celulose e da reorientação logística feita após as enchentes de 2024, que impediram o transporte por estradas e ferrovias. “As hidrovias cumprem papel estratégico em situações de crise climática, aumentam a resiliência do sistema logístico e reduzem riscos operacionais”, afirmou.

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