Por iniciativa do deputado estadual Tiago Cadó (PDT), será criada uma comissão especial na Assembleia Legislativa para intensificar o debate sobre a malha ferroviária do Rio Grande do Sul. A proposta apresentada na Comissão de Economia teve apoio de 37 parlamentares, atingindo os dois terços exigidos. A coluna vem tratando das ferrovias, que estão sucateadas há décadas, destruídas desde a enchente e sem investimento por parte da Rumo, cujo contrato de concessão termina em 2027.
Na argumentação, o deputado destacou que há 1,5 mil quilômetros de ferrovias inativas e abandonadas. As concessões da RFFSA (Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima) ocorreram em 1996.
— Queremos também debater a possibilidade de ter portos secos em Uruguaiana e São Borja, isso poderia colocar no radar de investidores da Ásia. O prazo é curto. Quanto mais esperarmos, mais haverá influência eleitoral. Haverá debate político, mas precisamos ser técnicos, trazendo poder público e iniciativa privada — acrescenta.
Além da sobrecarga de rodovias, o deputado lembra que há cidades onde pessoas construíram casas nas áreas da RFFSA, o que também é um desafio.
— O Estado poderá absorver a antiga rede e organizar um novo modal de concessão? Poderemos usar recursos do Funrigs (fundo criado com recursos da suspensão do pagamento da dívida com a União após a enchente) para investimento em parceria com a iniciativa privada? São questões a debater.