Demanda global por cobre e lítio pressiona México a acelerar exploração

O México precisa fortalecer a exploração e o desenvolvimento de projetos de mineração para atender à crescente demanda internacional por minerais estratégicos, alertou Rubén Del Pozo, presidente da Associação de Engenheiros de Mineração, Metalúrgicos e Geólogos do México (AIMMGM).

“Esses minerais, além das chamadas terras raras, são necessários para a transição energética e o desenvolvimento tecnológico”, disse Del Pozo em um evento organizado pelo Fundo de Desenvolvimento Mineiro (Fifomi) na Cidade do México, onde também enfatizou que setores como eletromobilidade e energia renovável dependem diretamente de uma mineração sólida e responsável.

Os chamados minerais críticos — como cobre, lítio, níquel e manganês — tornaram-se elementos-chave da transição energética global. A Agência Internacional de Energia (AIE) estima que a eletrificação e o crescimento acelerado da capacidade de energia renovável dobrarão a demanda por minerais até 2040.

Diante desse cenário, Del Pozo enfatizou que “é necessário incentivar a exploração mineral no México e o desenvolvimento de projetos de mineração para que o México possa aproveitar seu potencial geológico e consolidar sua posição como um ator estratégico na transição energética global”.

As restrições à outorga de novas concessões, iniciadas com a chegada de Andrés Manuel López Obrador à presidência em 2018, somadas à desaceleração na emissão de licenças, levaram a uma redução de 48% entre 2012 e 2023 no investimento destinado à exploração no México, o que constitui a base para a continuidade dos projetos existentes, bem como para novas minas no futuro.

Segundo dados da Câmara Mexicana de Mineração (Camimex), em pouco mais de uma década o montante destinado à atividade de exploração foi reduzido para US$ 607 milhões em 2023, ante US$ 1,17 bilhão em 2012. Até 2024, a câmara projetou US$ 582,5 milhões em recursos destinados à exploração entre suas empresas afiliadas e não afiliadas.

Em seu relatório anual, a Camimex destacou que a reforma da Lei de Mineração, publicada em maio de 2023, incluiu disposições consideradas inviáveis no curto prazo e impraticáveis no médio e longo prazos. Em particular, estabeleceu que o único agente autorizado a explorar novos depósitos minerais é o Serviço Geológico Mexicano (SGM), o que restringe a participação privada.

A câmara enfatizou que a fase de exploração é vital para o futuro da indústria de mineração, pois é o primeiro passo para identificar recursos economicamente viáveis e permitir o desenvolvimento de novos projetos que mantenham e expandam a capacidade de produção.

Del Pozo observou que o México responde por 5,9% das reservas mundiais de prata e 6% das reservas de cobre, embora enfrente o desafio de aumentar a reposição de reservas para manter sua posição nos mercados internacionais.

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