Do Brasil aos Andes: Mercedes-Benz tem alta nas exportações de ônibus para América do Sul

Se o mercado brasileiro de caminhões vai mal, o de ônibus, por outro lado, tem proporcionado volumes importantes para a Mercedes-Benz na região. A empresa vem experimentando um aumento significativo dos pedidos pelos seus chassis, produzidos em São Bernardo do Campo (SP), nos mercados vizinhos, como Argentina e Chile.

Para se ter uma dimensão da importância dos mercados vizinhos, entre janeiro e setembro a montadora vendeu 4.440 unidades de chassis de ônibus. Desse total, 3.830 unidades tiveram como destino clientes no exterior. O crescimento passou de 46% frente ao mesmo período de 2024, quando se exportou 2.621 unidades.

Um dos principais mercados dos chassis de ônibus Made in Brazil é o Chile, onde Automotive Business foi para conhecer os bastidores da operação controlada por um grande cliente local.

Argentina e Chile são os maiores mercados de exportação

A Argentina é o principal destino dos chassis de ônibus da Mercedes-Benz produzidos no Brasil. O total de unidades exportadas de janeiro a setembro saltou de 1.181, em 2024, para 2.305 chassis no mesmo período deste ano. O resultado representou alta de 95%.

As exportações ao Chile, por sua vez, foram 33% maiores na mesma base de comparação, com 518 unidades embarcadas.

O500 é enviado para vários mercados da América Latina

O O500 é o chassi da fabricante com grande penetração na América Latina, uma vez que é exportado para mais de 10 países.

Duas versões são enviadas para o mercado chileno. O O500 RS, que tem aplicação em operações de mineração e turismo entre cidades, e o O500 RSD, para operações de transporte que percorrem longas distâncias.

Ambos os chassis pertencem a uma geração nova, a qual foi reforçada pela engenharia da montadora para aplicações mais severas.

As principais modificações ocorreram no powertrain. Os conjuntos entregam, respectivamente, 450 e 480 cavalos de potência, ambos homologados no padrão Euro 6 de emissões. A transmissão dos dois modelos é a ZF Traxon.

Os chassis também receberam reforços estruturais para aguentar 1 tonelada de carga a mais nos seus eixos trativos.

No Chile, um ambiente que impõe condições severas aos veículos em termos de clima, temperatura e topografia, os chassis foram submetidos a alguns testes. Segundo a Mercedes-Benz, o novo O 500 consumiu 10% menos de combustível na comparação com a geração de plataforma anterior.

Quando desembarcam no Chile, os chassis recebem algumas mudanças. Dentre elas, uma calibragem especial da transmissão para respostas mais suaves e um tratamento anticorrosão na parte inferior do chassis contra o alto grau de salinidade e umidade do país.

A proteção se justifica pelo sal jogado para derreter o gelo nas pistas congeladas. O mineral é jogado para a parte de baixo do chassis, e o acúmulo do sal pode facilitar o aparecimento de ferrugem.

Quem cuida da operações chilenas

O Grupo Kaufmann é o único representante das marcas Mercedes-Benz para caminhões, ônibus e automóveis no Chile.

A empresa foi fundada em 1952 e hoje mantém 29 filiais por todo o país. Também opera em outros países da região, como Peru, Costa Rica, Nicarágua, Panamá e Colômbia.

A Kaufmann cuida de todas as etapas logísticas dos veículos e até faz adaptações para certas aplicações. Tudo é feito no Centro Logístico Kaufmann (CLK), que ocupa uma área de 440 mil m2 na região metropolitana de Santiago, onde também funciona um estoque com mais de 120 mil itens.

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