Exposibram 2025 marca renascimento da mineração e projeta Brasil como protagonista da transição energética

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Salvador se tornou, nesta semana, o epicentro da mineração latino-americana. A capital baiana recebe até quinta-feira (30) a Exposibram 2025, um dos maiores encontros mundiais do setor, promovido pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). O evento reúne mais de 30 mil visitantes, 2,2 mil congressistas e representantes de empresas e governos de países como China, Estados Unidos, Canadá e França.

Na cerimônia de abertura, o diretor-presidente do Ibram, Raul Jungmann, defendeu uma política minerária ampla, capaz de ir além dos chamados minerais estratégicos e contemplar todo o ciclo da atividade — do mapeamento geológico ao fomento de investimentos. “O futuro estendeu a mão para a mineração”, afirmou, destacando que a transição para uma economia de baixo carbono depende diretamente dos minerais.

“Não é possível migrar de uma matriz fóssil para uma renovável sem contar com lítio, cobre, terras raras e outros elementos críticos”, disse Jungmann. Ele lembrou que apenas 27% do território nacional está mapeado, em contraste com países como Canadá e EUA, que superam 90%, e reforçou que investimentos em pesquisa geológica são essenciais para que o Brasil aproveite seu potencial.

A presidente do conselho diretor do Ibram e CEO da Anglo American Brasil, Ana Sanches, também destacou a necessidade de o país se posicionar como fornecedor confiável, sustentável e competitivo na cadeia global dos minerais críticos. “A mineração é essencial para a sociedade do futuro. O Brasil não pode perder espaço na corrida tecnológica e energética mundial”, disse.

Além do debate sobre políticas públicas, a edição 2025 da Exposibram tem como destaque o papel da Bahia e do Nordeste na nova geografia mineral do país. O estado, terceiro maior produtor mineral do Brasil, desponta como pólo de minerais estratégicos — como lítio, cobre e terras raras — e combina diversidade geológica, forte presença de energia renovável e ambiente favorável à inovação.

“A Bahia reúne diversidade mineral, energia limpa e pesquisa. É a nova fronteira mineral do Brasil”, afirmou Silvano Andrade, da Ferbasa. A abertura do evento contou com a participação de executivos de grandes mineradoras e autoridades políticas, além de apresentações culturais com os Filhos de Gandhy e a Banda Didá, simbolizando o encontro entre tradição e futuro.

Nos próximos dias, a programação inclui painéis sobre mineração de baixo carbono, economia circular, diversidade e inclusão e perspectivas geopolíticas para o setor. O evento também funciona como vitrine de startups, tecnologias e soluções de automação voltadas para sustentabilidade e inteligência artificial.

Com debates que vão do potencial mineral do subsolo brasileiro às estratégias globais de transição energética, a Exposibram 2025 reforça um consenso: sem minerais, não há futuro verde — e o Brasil quer ocupar o centro dessa transformação.

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