Gargalo no suprimento de minerais críticos é ‘iminente’, alerta especialista

O total de investimento global já anunciado para produção e processamento dos minerais críticos ainda não é suficiente para responder à demanda da transição energética e da indústria de alta tecnologia nas próximas décadas, afirmou Mônica Sodré, que é presidente da Meridiana, organização que promove interlocução entre setores público e privado e produz estudos sobre temas de interesse público.

“Os atuais investimentos em mineração e processamento em todo mundo hoje são completamente insuficientes para dar conta da expansão da demanda criando, portanto, um gargalo iminente”, alertou Mônica Sodré, ao participar de audiência pública sobre o tema, na Câmara dos Deputados.

A presidente da Meridiana usou dados da Agência Internacional de Energia – IEA, na sigla em inglês – para informar que a demanda por minerais críticos irá “mais do que quadruplicar” até 2040. Ela citou que, nesse período, a procura por lítio aumentará em cerca de 40 vezes, por grafite, cobalto e níquel em 20 vezes e por elementos de terras raras em sete vezes.

Outro ponto de atenção, destacado pela representante da Meridiana, foi o nível de concentração de mercado observado nas etapas de processamento desses materiais. Segundo ela, esse movimento tende a criar um “problema” de logística e ameaça a própria existência de alguns agentes que atuam nessas linhas de negócio.

“A corrida já começou. Os países estão se organizando em blocos – chamados ‘friendshoring’. E estão investindo em pesquisa e desenvolvimento para reciclagem e também buscando a substituição desses materiais”, afirmou Mônica Sodré, na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.

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