A General Motors (GM) anunciou nesta quinta-feira (31) a demissão de cerca de 5,5 mil funcionários em suas unidades nos Estados Unidos. A medida faz parte de um plano de ajuste operacional, motivado pela queda nas vendas de veículos elétricos e pela necessidade de adequar a produção ao novo ritmo de demanda.
Segundo a montadora, o setor vive um momento de crescimento mais lentoe passa por um processo de reavaliação de investimentos.
Redução em fábricas de Detroit, Ohio e Tennessee
Na Factory Zero, em Detroit, onde são produzidos modelos elétricos como Chevrolet Silverado, GMC Sierra e Hummer, cerca de 3,4 mil trabalhadores entraram em licença temporária durante o verão. Desse total, 1,2 mil retornarão em janeiro, quando a planta voltará a operar em apenas um turno. Os 2,2 mil restantes permanecerão afastados por tempo indeterminado.
Outras 1,4 mil demissões ocorreram na fábrica de baterias Ultium, em Warren (Ohio). Nessa unidade, 850 trabalhadores poderão retornar em maio, mas 550 não têm previsão de recontratação. Já em Spring Hill (Tennessee), 710 empregados perderam seus postos temporariamente, com previsão de retomada da produção entre 2025 e 2026.
Estratégia e reestruturação
A GM explicou que os cortes refletem a adoção mais lenta dos veículos elétricos do que o esperado e a necessidade de reduzir custos para manter competitividade no mercado global.
Apesar das demissões, a empresa reiterou seu compromisso com a produção nacional e afirmou que as fábricas em pausa passarão por modernizações durante o período de reestruturação.
Na semana anterior, a montadora já havia dispensado mais de 200 engenheiros em seu centro tecnológico em Detroit. Mesmo assim, a GM reforçou que continua investindo no futuro elétrico, embora com maior cautela e foco em eficiência.