Hydro investe em soluções inovadoras e sustentáveis para a produção de alumínio

Reduzir a pegada de carbono de suas operações em plena Amazônia brasileira não tem sido um projeto a mais da Mineração Paragominas. Trata-se da prioridade zero da produtora de 11 milhões de toneladas de bauxita ao ano, controlada pela Hydro, empresa líder em alumínio e energia renovável. Da reabilitação de áreas mineradas ao destino dos resíduos, essa mina construiu um modelo de competitividade que traz, em sua essência, a sustentabilidade.

“Temos a convicção de liderar pelo exemplo em sustentabilidade e de responder às crescentes exigências do mercado global por produtos de baixo carbono”, afirma Carlos Neves, vice-presidente sênior e COO da Hydro Bauxita & Alumina.

A estratégia está refletida na meta global da Hydro de zerar as emissões líquidas de carbono (net-zero) de suas operações até 2050, ou antes, impulsionada pelo investimento de US$ 12,6 bilhões em descarbonização, energias renováveis e reflorestamento desde 2012.

Anterior à definição dessa meta, a mineradora de bauxita, a 70 quilômetros da cidade de Paragominas (PA), já conciliava a redução de suas emissões de CO2 aos ganhos de competitividade ao construir uma das maiores obras de engenharia de solo na Amazônia brasileira: o primeiro mineroduto subterrâneo do mundo para escoar polpa de bauxita, com 244 quilômetros de extensão.

O duto conecta a planta mineradora à Alunorte, refinaria da Hydro em Barcarena (PA). Desde o início da operação do mineroduto, em 2007, a empresa calcula ter reduzido suas emissões de gás carbônico em 33 mil toneladas por ano, se comparado com a opção pelo transporte ferroviário. Os benefícios, entretanto, vão além.

Segundo Neves, o aumento da capacidade e da eficiência no transporte da bauxita veio acompanhado pela redução do tráfego rodoviário e ferroviário entre Paragominas e Barcarena. As populações das sete cidades localizadas no trajeto original foram favorecidas também pela diminuição da poluição sonora e pela eliminação das partículas do minério que poderiam ser disseminadas na atmosfera pelos meios de transporte convencionais.

O mineroduto, de acordo com Neves, permitiu ainda a constância do translado entre as duas plantas no período de chuvas torrenciais na região, de dezembro a maio, e maior confiabilidade à programação de remessas de bauxita para a Alunorte.

A Mineração Paragominas investiu ainda R$ 30 milhões na eliminação da gestão convencional de resíduos. Desde 2019, a empresa adota a metodologia Tailing Dry Backfill (aterro seco de rejeitos, em tradução livre) que elimina a necessidade de barragens.

No segmento da bauxita, trata-se de um modelo pioneiro. Como explica Neves, consiste na secagem dos rejeitos inertes em depósitos temporários por 60 dias e, em sequência, na devolução deles às áreas já mineradas.

“A Mineração Paragominas já gerenciou de forma sustentável e segura mais de 20 milhões de metros cúbicos de rejeitos, o que eliminou a construção de barragens”, explica o executivo.

“Embora não tenha impacto direto na produção, esse modelo transformador proporciona significativa redução da pegada de carbono da mineração da bauxita e maior segurança operacional”, completa.

A essa medida, soma-se a ampliação gradual da frota de caminhões elétricos. Quatro unidades já estão em movimentação na planta de Paragominas e outras 11 serão adicionadas até 2026, quando responderão por 20% dos equipamentos de transporte da mina. Caminhões a diesel estão sendo substituídos por modelos com capacidade de carregar maior volume de carga – 70 toneladas.

“O aumento do porte da frota melhora a performance, diminui o consumo de diesel e, automaticamente, reduz as emissões de CO2”, argumenta Neves.

Tais mudanças contribuem para a prioridade da Mineração Paragominas de impulsionar o reflorestamento visando evitar perdas líquidas de biodiversidade (No Net Loss). Entre 2009 e 2024, 3.467 hectares já foram reabilitados. Somente no ano passado, a empresa plantou mais de 34 mil mudas de espécies nativas e, em parceria com uma startup franco-brasileira, tornou-se a primeira empresa de mineração de bauxita no Brasil a investir em inovação para aprimorar a recuperação ambiental com o uso de drones na Amazônia.

Às técnicas de plantio tradicional e de regeneração natural foram agregadas tecnologias mais sofisticadas para a reabilitação de alta precisão de uma área de 50 hectares. A partir de imagens de satélites e de drones, o uso da Inteligência Artificial (IA) tem permitido análises mais detalhadas da cobertura vegetal, além da contagem de espécies germinadas. Os drones atuam também na dispersão de sementes e em testes para a adubação de precisão do solo.

“Este projeto tem potencial para tornar-se um modelo de restauração florestal em larga escala para quaisquer operações de mineração”, diz Neves.

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