IA e automação para monitoramento de alto-forno

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Inteligência artificial (IA) e novas soluções de automação ganharam mais espaço em diferentes áreas das siderúrgicas, em especial no monitoramento e controle dos fornos. A ArcelorMittal está implantando uma nova solução para controle e monitoramento de fornos de reaquecimento de materiais com técnicas de IA desenvolvidas no centro de P&D da companhia, em Tubarão (ES). Um dos projetos usa a tecnologia para aperfeiçoar decisões estratégicas relacionadas à ampliação da planta industrial de Vega, em São Francisco do Sul (SC). “O objetivo é garantir abastecimento contínuo aos clientes durante a reforma do laminador de tiras a frio”, diz Fernando Martinelli, gerente geral de pesquisa e desenvolvimento.

Segundo o executivo, o centro de P&D também tem pesquisado o desenvolvimento de algoritmos para predição de falhas em equipamentos da empresa. “A intenção foi criar um modelo baseado em IA e machine learning para prever e eliminar a ocorrência de sucatas nos laminadores a quente, com reduções expressivas de custo e melhoria da estabilidade do processo”, conta. Depois que foi implementada, na unidade de Resende (RJ), a solução foi adotada em outras quatro unidades da ArcelorMittal, com ganhos financeiros que ultrapassam R$ 20 milhões.

A Usiminas opera hoje com um sistema de controle digital em seu alto-forno 3 – um “guia digital” que analisa variáveis do processo de produção e propõe ajustes, de forma automática, com base nos parâmetros e procedimentos do próprio forno, considerado um dos mais modernos do país.

O software age em diversos dados do processo, como temperatura e análise de gusa, escória e matérias-primas, para realizar um diagnóstico do alto-forno e gerar sugestões e ações de controle. “Desde sua implantação, já alcançamos uma redução no consumo médio de combustível nos regeneradores em torno de 15%”, afirma Célio Alves, vice-presidente de operações da companhia.

A estratégia da Gerdau, de acordo com Gustavo França, diretor global de TI e digital, é investir fortemente em inovação e transformação digital. Uma plataforma desenvolvida pela empresa monitora cerca de 800 ativos críticos em todas as unidades do Brasil e Argentina e é capaz de identificar falhas antecipadamente, reduzindo custos de manutenção e perdas de produção. “Além de aumentar a segurança dos colaboradores”, diz França.

Segundo o diretor, na unidade de Ouro Branco (MG) foi montada uma infraestrutura de rede 4G/5G que permite o uso de 500 dispositivos para reforçar a segurança, produtividade e eficiência.

A Companhia Aço Cearense também tem avançado na aplicação de diferentes tecnologias. Na siderurgia, operada pela Sinobras, empresa do grupo em Marabá (PA), as soluções contemplam desde o recebimento do biorredutor, passando pela sinterização, alto-forno e aciaria, até a laminação. “Estamos desenvolvendo uma solução que utiliza IA, redes neurais e visão computacional para identificar impurezas na sucata metálica, enquanto outra solução atua na predição de temperaturas nos fornos e melhorias no reaproveitamento de gases”, afirma Ian Corrêa, vice-presidente do grupo.

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