
A Thyssenkrupp disse nesta terça-feira (16) que recebeu uma oferta não vinculante da indiana Jindal Steel por suas operações de siderurgia na Europa.
“O conselho executivo da Thyssenkrupp examinará a oferta de perto, particularmente no que diz respeito à sustentabilidade econômica, à continuação da transformação verde e ao emprego em nossas unidades siderúrgicas”, disse a empresa.
A oferta surge no momento em que o conglomerado alemão tenta reduzir sua complexidade, aumentar sua competitividade e aumentar a rentabilidade.
Uma tentativa em 2017 de combinar seu negócio de aço com a unidade europeia da indiana Tata Steel foi bloqueada por reguladores antitruste da União Europeia dois anos depois.
No início deste ano, a Thyssenkrupp anunciou uma iniciativa de corte de custos, envolvendo milhares de demissões e salários reduzidos para seus trabalhadores siderúrgicos.
Narendra Misra, diretor de operações europeias da Jindal, disse que a empresa indiana pretende transformar o negócio de aço da Thyssenkrupp na maior siderúrgica integrada de baixas emissões da Europa.
A Jindal apresentou um plano para descarbonizar o negócio e tornar sua produção de aço na Alemanha competitiva.
Se adquirida pela Jindal, a Thyssenkrupp Steel se beneficiará do fornecimento adicional da nova fábrica da Jindal em Omã, com início de operações previsto para 2027, bem como do minério de ferro de suas minas em Camarões, disse a empresa indiana.
Ao se integrar à cadeia de suprimentos da Jindal, a TK Steel permanecerá competitiva em todos os ciclos econômicos, acrescentou a Jindal.
A empresa indiana também planeja investir em nova capacidade de fornos elétricos a arco na Alemanha, aumentando a produção de aço de baixa emissão da TK Steel.