Leilões públicos movimentam o país e dão novo destino a sucatas e bens inservíveis

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Em diferentes regiões do país, o martelo dos leiloeiros tem ecoado cada vez mais forte — e de forma digital. Prefeituras e governos estaduais estão intensificando a realização de leilões públicos de bens inservíveis, com destaque para a comercialização de sucatas metálicas, móveis e equipamentos que, embora sem utilidade para o poder público, ainda possuem valor de mercado e podem ser reaproveitados por empresas ou cidadãos.

As plataformas especializadas em leilões online se tornaram o novo palco de movimentação desses ativos, que antes ocupavam depósitos e almoxarifados públicos. O formato eletrônico facilita a participação de interessados de todo o país e democratiza o acesso a itens que vão de cadeiras e armários de escritório a veículos e máquinas pesadas — com lances iniciais que partem de R$ 50.

Vitória, Urussanga e Contenda: o circuito municipal dos leilões

Em Vitória (ES), a prefeitura abriu um leilão online com 21 lotes, que inclui móveis, eletrônicos, equipamentos musicais, eletrodomésticos e sucatas metálicas, com lances iniciais entre R$ 100 e R$ 3,5 mil. Os bens podem ser visitados até 11 de novembro no Galpão de Inservíveis da Secretaria de Gestão, na Serra, e o leilão ocorre no dia 12 de novembro, a partir das 13h, no Portal de Leilões da Prefeitura e também pela plataforma Beedz.

No Sul de Santa Catarina, o município de Urussanga realiza, até 13 de novembro, um leilão eletrônico com 25 lotes de bens inservíveis. Os valores iniciais vão de R$ 50 — caso das sucatas e móveis — até R$ 30 mil, no caso de veículos como ônibus e tratores. A iniciativa, conduzida pela Hoppe Leilões, visa liberar espaço nos setores municipais e permitir que materiais ociosos ganhem nova vida útil. “Promovemos o leilão para liberar espaço e permitir que esses itens possam ser reutilizados pela comunidade”, explica Mariana Bonetti, responsável pelo setor de Patrimônio da prefeitura.

Já em Contenda (PR), a administração municipal abriu 47 lotes de bens inservíveis, entre veículos, caminhões, motos, máquinas pesadas e sucatas. Os lances, feitos exclusivamente online até 12 de novembro, são conduzidos pela Dall’Agnol Leilões. Parte dos bens ainda se encontra em boas condições e pode ser reaproveitada por empresas ou pessoas físicas. A arrecadação será destinada à renovação da frota e aquisição de novos equipamentos públicos.

Mato Grosso do Sul: milhares de mobiliários e toneladas de sucatas

Entre as iniciativas estaduais, destaca-se o leilão do Governo de Mato Grosso do Sul, que colocou à venda 2.808 mobiliários e equipamentos inservíveis. O evento, conduzido pela Secretaria de Estado de Administração (SAD), disponibiliza nove lotes de bens diversos — de cadeiras, longarinas e estantes de aço a betoneiras, bombas d’água, macacos hidráulicos e sistemas de refrigeração.

O edital, publicado no Diário Oficial do Estado, prevê lances pelo site www.mgl.com.br até 6 de novembro, com visitas presenciais permitidas entre os dias 20 de outubro e 5 de novembro. O lote 7, por exemplo, reúne uma ampla variedade de sucatas — de equipamentos de oficina a peças industriais. Segundo o governo, o objetivo é reaproveitar e dar destino ambientalmente adequado a materiais acumulados, transformando passivos em receita pública.

Montes Claros também entra na rota dos leilões

No Norte de Minas Gerais, a Empresa Municipal de Serviços, Obras e Urbanização (Esurb) anunciou um leilão com 19 lotes, no dia 17 de novembro, em sessão presencial na Prefeitura de Montes Claros. Os lances partem de R$ 50, caso de uma serra de mármore, e chegam a R$ 12 mil, para um rolo compactador.

O leilão inclui máquinas, motores, bombas, materiais elétricos, extintores e sucatas de escritório. Segundo a autarquia, a venda é uma forma de racionalizar o uso de patrimônio público e gerar receita para novos investimentos. Os interessados podem visitar os lotes em dois locais: na sede da empresa e no antigo aterro sanitário do município, na saída para Pirapora.

Reuso e sustentabilidade: o papel dos leilões públicos

Mais do que uma forma de arrecadar recursos, os leilões de sucatas e inservíveis representam um instrumento de gestão patrimonial e sustentabilidade. Ao reaproveitar materiais e liberar espaços físicos, os governos evitam o acúmulo de bens obsoletos e reduzem impactos ambientais relacionados ao descarte inadequado.

Esse movimento também tem efeito econômico local, ao fomentar microempreendedores e sucateiros que encontram nesses bens uma fonte de insumos ou de revenda. Em tempos de digitalização e transparência, o leilão eletrônico se mostra uma ferramenta eficaz para unir eficiência pública e oportunidade privada.

A multiplicação de editais em diferentes estados — do Espírito Santo a Santa Catarina, passando por Mato Grosso do Sul, Paraná e Minas Gerais — revela uma tendência nacional. Cada lance dado nessas plataformas virtuais é, também, um sinal de que o Brasil avança em direção a uma administração mais limpa, circular e consciente, onde até as sucatas encontram novo valor.

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