Mineradoras ‘juniors’ brasileiras se unem por exploração de minerais críticos

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Mineradoras de pequeno porte que desenvolvem projetos de minerais críticos no Brasil se uniram para defender interesses comuns, enquanto o país busca se tornar um participante-chave na corrida por recursos estratégicos.

Nove empresas — incluindo as mineradoras de terras raras Aclara Resources e Meteoric Resources e a produtora de lítio Pilbara Minerals, conhecida como PLS — decidiram formar a Associação de Minerais Críticos, ou AMC.

Outro grupo do setor, o Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração), já representa empresas que respondem por cerca de 85% da produção mineral do Brasil.

O lançamento da AMC ocorre em paralelo a declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em viagem a Moçambique, de que o Brasil não se contentará em ser um mero exportador de minerais críticos e, em vez disso, exigirá que investidores estrangeiros ajudem a desenvolver a indústria local.

A AMC diz que apoia essa visão, mas alerta que, sem mecanismos de garantias financeiras acessíveis, as mineradoras menores podem ser forçadas a negociar a produção futura como garantia para obter empréstimos internacionais.

A prioridade da associação é obter o apoio do governo e de parlamentares para estabelecer mecanismos de garantia que permitam que mineradoras em fase pré-operacional, sem fluxo de caixa, acessem linhas de financiamento, afirmou em entrevista à Bloomberg News o diretor-executivo da AMC, Frederico Bedran.

Outros objetivos importantes incluem a redução da burocracia para o licenciamento de projetos e incentivos fiscais para estimular o desenvolvimento da cadeia de produção desses metais, acrescentou.

“O Brasil enfrenta dois riscos: perder a janela de mercado e continuar sendo um exportador de commodities”, disse Bedran.

“Temos que colocar projetos de mineração em operação em três anos para não perder espaço para outros produtores.”

À medida que os países ocidentais intensificam os esforços para diversificar as cadeias de abastecimento de minerais essenciais e reduzir a dependência da China, o Brasil — que possui as maiores reservas mundiais de nióbio e fica atrás apenas da China em terras raras — se posiciona como fornecedor de matérias-primas e centro de produção de valor agregado.

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