Navio montado no Espírito Santo fica pronto e já produz óleo

O navio-plataforma P-78, que teve módulos montados no Estaleiro Seatrium Aracruz, no Norte do Estado, entrou em operação e iniciou a produção de petróleo no dia 31 de dezembro.

A unidade alcançou o chamado Primeiro Óleo no Campo de Búzios, na Bacia de Santos, confirmando a conclusão de um contrato de escopo completo, que inclui engenharia, aquisição, construção, comissionamento e início das operações offshore.

A P-78 é a primeira de seis plataformas da série P-Series que a Seatrium constrói para a Petrobras. O início da produção marca a etapa final do comissionamento no mar e antecede a aceitação definitiva da embarcação pela estatal.

Com o projeto, a P-78 se torna a 37ª Unidade Flutuante de Produção, Armazenamento e Transferência (FPSO, em inglês) entregue pela Seatrium à Petrobras. Instalada a cerca de 180 a 230 km da costa do Rio de Janeiro, a FPSO opera em águas profundas, a cerca de 2.100 metros de lâmina d’água.

A unidade é ancorada de forma permanente por um sistema de ancoragem espalhada (spread mooring) e está entre as maiores já destinadas ao Brasil.

Sua capacidade é de até 180 mil barris de óleo por dia e 7,2 milhões de metros cúbicos de gás, com armazenamento mínimo de 2 milhões de barris de petróleo bruto.

Os FPSOs da P-Series foram projetados para incorporar tecnologias de redução de emissões, como sistemas de Captura, Utilização e Armazenamento de Carbono (CCUS), além de recuperação de energia térmica e tratamento da água do mar para reduzir o consumo de combustível e a queima de gás.

Projetos de construção de navios-plataforma impulsionam a cadeia de fornecedores capixabas, avalia o consultor empresarial Durval Vieira de Freitas.

“Decorrente das compras da Petrobras serem centralizadas e não por região. Fornecedores cadastrados e certificados terão oportunidades de fornecerem bens e serviços de toda natureza”, comenta.

Além de ampliar a produção nacional, os seis projetos da série devem adicionar 1,305 milhão de barris por dia à capacidade do País, de acordo com a Seatrium.

A execução de parte significativa das obras em estaleiros brasileiros, como o do Espírito Santo, também contribui para a geração de mais de 60 mil empregos e para o fortalecimento do conteúdo local. Para o conselheiro do Centro Capixaba de Desenvolvimento Metalmecânico (CDMEC), Fausto Frizzera, os novos projetos devem criar oportunidades de subcontratação de empresas capixabas para a construção.

Saiba mais

Capacidade para 2 milhões de barris

Como foi construído

O desenvolvimento da unidade usou o modelo global de entrega One Seatrium, com atividades integradas no Brasil, na China e em Singapura.

A plataforma foi rebocada até o campo de Búzios já com os principais sistemas marítimos e de produção em funcionamento.

Onde vai ficar

A P-78 ficará no campo de Búzios, na Bacia de Santos, a cerca 180 a 230 km da costa do Rio de Janeiro.

Ancorada permanentemente a uma profundidade de cerca de 2.100 metros por meio de um sistema de ancoragem espalhada (spread mooring), a P-78 é uma das maiores FPSOs já entregues ao Brasil.

Quanto vai produzir

A unidade foi projetada para produzir até 180 mil barris de óleo e 7,2 milhões de metros cúbicos de gás por dia.

Conta ainda com capacidade mínima de armazenamento de 2 milhões de barris de petróleo bruto.

Quais tecnologias utiliza

Os FPSOs da P-Series incorporarão tecnologias verdes, incluindo Captura, Utilização e Armazenamento de Carbono (CCUS) para separar o carbono e reinjetá-lo no reservatório para armazenamento seguro.

O mecanismo permite redução da necessidade de queima de gás, diminuindo impactos ao meio ambiente.

As embarcações também contarão com sistemas de recuperação de energia térmica, calor residual e gás, além de desaeração da água do mar.

Quantos empregos

Os seis navios-plataformas que serão contratados pela Petrobras deverão gerar mais de 60 mil empregos nas comunidades onde os estaleiros brasileiros da Seatrium operam.

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