
Depois de mais de 60 anos como acionista da Usiminas, a Nippon Steel assinou a venda da sua participação remanescente no capital da siderúrgica mineira para a Ternium.
Com o movimento, o grupo Techint, que controla a Ternium, emerge como uma gigante siderúrgica na região, principalmente do ponto de vista das operações no Brasil. Apesar dos ganhos, o conglomerado terá desafios importantes para garantir o futuro da Usiminas, que vão do aço ao valioso negócio de minério de ferro.
Segundo anunciado na quarta-feira (5), o grupo japonês deixa de ser acionista e a Ternium passa a deter uma participação de aproximadamente 92,9% das ações da companhia mineira, sendo 71% com poder de voto.
Em mensagem aos funcionários da Usiminas pela Nippon Steel, a qual a Bloomberg Líneateve acesso, o vice-chairman e responsável pelos negócios internacionais da empresa, Takahiro Mori, tratou de razões que levaram à decisão.
O acordo pode destravar a busca de soluções, segundo o executivo, de desafios como “a materialização das iniciativas para o reforço e a melhora da base produtiva, atendimento às demandas de descarbonização e, acima de tudo, alcançar maior desenvolvimento e aumento no valor corporativo”.