A situação de apenas 17% de rede ferroviária de 1,2 mil quilômetros ser utilizada é o principal motivo para o governo de Santa Catarina insistir em participar da discussão sobre a prorrogação do contrato da Malha Sul. O atual contrato vence em 2027 e grupo de trabalho formado pelo governo federal deve apresentar quais as condições para a extensão do prazo. O pedido do Estado é para que os ramais sem interesse de operação da concessionária possam passar para o Estado, por cessão ou doação, com posterior oferta de concessão à iniciativa privada.
Nesta sexta, entrou em vigor a lei estadual de criação do Sistema Ferroviário do Estado de Santa Catarina. A partir do dispositivo, o governo de Santa Catarina pretende oferecer concessões de futuras ferrovias e de ramais já existentes, e, se tiver autorização federal. Os dois projetos em andamento são para ferrovias entre Araquari e Navegantes e entre Chapecó e Correia Pinto.
A ferrovia em uso da Malha Sul é a ligação entre Mafra e São Francisco do Sul, para transporte de soja e milho para o terminal portuário. Uma operação com bobinas de aço foi retomada recentemente. Duas das ferrovias desativadas no Estado têm traçado entre Mafra e Marcelino Ramos (RS), com 650 km, e entre Mafra e Lages (290 km).
A Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias está solicitando que seja informada previamente dos termos de prorrogação, em iniciativa conjunta com os Estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul. A outra preocupação é garantir que futuras ferrovias no Estado, ainda que sem estimativa de quando serão construídas, possam ter garantia de conexão com a Malha Sul – sem a interligação com o restante do País, não terão viabilidade.