A Tupy registrou prejuízo líquido de R$ 39,5 milhões no terceiro trimestre, revertendo o lucro de R$ 50,4 milhões obtido um ano antes. A empresa fabricante de autopeças teve receitas de R$ 2,39 bilhões, queda de 13,3%.
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O resultado foi prejudicado pelo aumento da linha “outras despesas operacionais”, que somaram R$ 52,1 milhões, montante 38,2% superior ao apurado no terceiro trimestre de 2024. Os custos somaram R$ 2,09 bilhões, queda de 7,7%.
As despesas financeiras foram de R$ 67,5 milhões, melhora de 18,4% contra julho a setembro do ano passado. A variação positiva decorreu do efeito positivo da variação cambial nas contas do balanço patrimonial em moeda estrangeira e resultado de operações de “hedge”, que apresentaram resultado negativo em 2024.
Entre julho e setembro, a Tupy gerou R$ 383 milhões em fluxo de caixa operacional, alta de 68,7% no ano, sendo o maior volume atingido num terceiro trimestre, em razão das iniciativas de gestão do capital de giro.
O resultado antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda, na sigla em inglês) caiu 62,1%, totalizando R$ 114,7 milhões, com margem de 4,8%, ante a margem de 10,9% de um ano antes — queda de 6,1 pontos percentuais.
A companhia encerrou o trimestre com dívida líquida de R$ 2,26 bilhões, contra o patamar registrado no trimestre imediatamente anterior, de R$ 2,56 bilhões. A alavancagem — medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda — subiu de 2,45 vezes para 2,58 vezes, na mesma base de comparação.